18 janeiro, 2017

VIOLÊNCIA: Assaltantes estão aterrorizando lavradores entre Km 17 e Santo Antonio dos Pretos

18 janeiro, 2017
O trecho mais perigoso fica entre os povoados KM 17 e Santo Antonio dos Pretos. Os bandidos até já estabeleceram um horário mais frequente de assaltos na MA-026, depois das 5h da tarde, o que não os inibe de realizar o crime noutros horários segundo o lavrador Neuton Linhares do povoado Matinha.

“humilha demais as pessoas, dão tiro, anda todo mundo armado (…) mais um pouquinho da segurança, dá uma investigada de vez em quando aqui, pelo menos uma passada de vez em quando porque depois das 5h da tarde nós não pode andar mais”, disse

O modo de operação é o mesmo, conta o lavrador Messias Silva, morador de Santa Teresa, que já arriscou a própria vida para não perder a motocicleta que diz ter comprado com muito esforço.

“Quando eu passei aí se apresentaram cada um com o facão, ainda bem que eu botei logo 110 na moto e passei logo direto porque se eles entram pro meio eu passo por riba….MAS SE TIVESSEM ARMADO DE REVÓLVER NÃO DÁ? Pra tomar minha moto aqui só se eles atirarem nas costas porque se for com faca querendo pra mim parar pra tomar pois não toma não”, respondeu com firmeza

ESTRADA PARCEIRA DOS BANDIDOS

A estrada está abandonada há muito tempo. Há longos trechos sem povoamento às margens e também existem outros fatores que acabam contribuindo para uma ação, de sucesso, dos criminosos.

O mato está tomando a pista que está cheia de buracos com água. Sem velocidade, os motociclistas têm sido presas fáceis para os bandidos, relatou seu Edmilson da Silva, da região de Barro Vermelho.

“Fica mais fácil pro ladrão porque aí tem muito buraco nessa estrada, cabra não pode andar ligeiro, né não, se o cabra vai passar num buraco desse aí devagarzinho no momento o cabra tá na frente, não tem como ….A ESTRADA AJUDA OS BANDIDOS? Ajuda, bastante”, disse

VIOLÊNCIA SEM FIM

Já houve vítimas deixadas nuas e um lavrador da Boca da Mata atingido por tiros no braço depois que não parou após o anúncio do assalto.

Por causa de todo este perigo, Thiago de Sousa, que é professor e mora na região, diz que diminuiu a frequência de idas à cidade.

“Todo dia eu ia em Codó, agora diminui a necessidade só é uma vez por semana, no máximo, quando há necessidade mesmo, as vezes a gente ainda falta com os compromissos porque o medo é muito grande da gente sair de casa e qualquer hora perder seu veículo”, disse o jovem professor à TV Mirante

Estivemos no quartel do 17º BPM. Ouvimos o capitão Marlon Maiko Martins que ficou de repassar o problema para o comandante major Hudson Carneiro e este, por sua vez, tomará providências realizando, segundo o capitão, rondas na estrada mostrada na reportagem (major estava de viajem a trabalho).

do blog do acelio
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