24 janeiro, 2017

Escassez de água maltrata moradores da zona rural de Timbiras

24 janeiro, 2017
A comunidade São Jose é um assentamento do INCRA, e fica à aproximadamente 38 km da cidade de Timbiras. No local vivem em média 30 famílias assentadas na área de terra, que, até pouco tempo, tinham como a sua principal riqueza água em abundância nas dezenas de nascentes espalhadas por toda a localidade.

O que antes era motivo de alegria, agora virou uma séria preocupação para os moradores, os igarapés que antes eram local de banho e fonte de alimento com o fornecimento do peixe, já secaram todos.

Agora são as nascentes que ao longo de suas existências nunca tinham secado por completo, e este ano uma das mais antigas que fica ao lado da casa do senhor Jose Ribamar (Nezinho) e servia para abastecer a maioria dos moradores para beber, e para banhar, agora está sem uma gota d’água, enquanto as outras nascentes estão agonizando.

“Está muito difícil, estamos pegando água à mais de um quilometro de distância na carga de animal, na bicicleta, para beber e para banhar, e quando vamos fazer as compras na cidade é o jeito comprar água no galão e trazer, porque a qualidade da água daqui já está muito ruim, situação que deixa a gente numa condição de pensar até de abandonar a casa e ir embora da comunidade, local que escolhemos para vive”, disse o morador.

Na oportunidade a nossa reportagem conversou com o biólogo Ribamar Melo, que é filho do morador citado na reportagem, estava visitando os familiares na comunidade.

Ele ressaltou que é uma realidade bastante triste, e se deve a baixa frequência de chuvas nos últimos anos, isso fez com que o lençol freático que alimenta as nascentes diminuísse o volume de agua, e chegasse a situação atual, que segundo os moradores mais velhos do local, nunca tinha acontecido.

“Eu acredito que se as chuvas se intensificarem e os próximos invernos forem melhores, é provável que essa nascente, assim como as outras nessa situação, irão se recuperar sim”, afirmou o biólogo.

Não conseguimos falar com a presidente da associação de moradores da localidade, mas fomos informados que o assunto já foi discutido em assembleia e reivindicado junto as autoridades competentes.

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