22 novembro, 2016

Reflexo da crise na vida dos feirantes

22 novembro, 2016



A tradicional feira livre de Timbiras realizada todas as terças feiras, cresceu muito nos últimos anos. Atualmente ocupa toda a extensão do passeio da Rua Idelfonso Moreira, e parte da praça do relógio, abrigando centenas de trabalhadores autônomos de Timbiras e região, em busca de uma clientela cada vez mais difícil.

Joaquim de Sousa - Foto Romenigue Couto
É o caso do senhor Joaquim de Sousa, empresário do ramo de calçados em Codó, que viu o cliente sumir da sua loja, e decidiu tentar a sorte fazendo feira em Timbiras, e assim poder honrar seus compromissos. “Já faz dois anos que venho fazer essa feira de calçados aqui, as vendas caíram demais, mas temos que continuar acreditando que uma hora vai melhorar.”

O senhor Mauricio Tadeus da capital são Luís, disse já ter mais de 30 anos como feirante e percorre todo o interior do Estado, mas que a situação atual é preocupante por conta do grande número de pessoas desempregadas, que aderiram ao trabalho autônomo. “Hoje nós temos mais de 12 milhões de pessoas desempregadas sem perspectiva de um novo emprego, mas, elas precisam sobreviver vendendo alguma coisa para garantir o sustento de suas famílias. Infelizmente a crise é uma realidade, e com uma onda de corrupção sem precedentes, transformando o país num campo de guerra pela sobrevivência,” afirmou o feirante.

Com 28 mil habitantes Timbiras também está sofrendo os efeitos da crise financeira que passa o País. A economia do município gira em torno dos recursos públicos Municipais, do programa bolsa família, aposentadoria e pensão do INSS, do comercio local e da própria força do seu povo, que em sua maioria por falta de oportunidade, apostam na feira livre como meio de sobrevivência.

É o caso do Timbirense Ezequias Nunes de 69 anos, que mesmo aposentado viu a necessidade de aumentar a renda familiar vendendo plástico e alumio. “No início era muito bom, hoje tem muito vendedor e pouco freguês, mas toda terça a gente fica sempre na esperança de que na próxima semana vai melhorar.” Disse o aposentado.

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